
me acompanhe ainda mais de perto:
um pouco + sobre mim:
O mundo tem muitas formas de fazer uma menina negra duvidar de si.Conheci quase todas.E foi no meio dessas tentativas de apagamento que descobri o que letramento de verdade significa.Minha avó me chamava de letrada não por saber ler, mas por ter sempre algo a dizer na ponta da língua. A palavra, o futuro e o passado é da oralidade.Preta Letrada é mais que um nome, é também um compromisso com o passado que resgato, o presente que amplifico e os futuros que pretendemos construir.Baiana de Brotas, bacharela em Direito pela UNEB, há mais de 8 anos me dedico à comunicação popular — que começou nos movimentos políticos e organizações estudantis, ganhou as redes e nunca mais parou. Pego o que é denso, formal e inacessível e entrego de um jeito que a comunidade negra possa abraçar, debater e usar como ferramenta.Como pesquisadora, investigo direito e raça, diáspora africana, cultura e identidade negra. Livros, filmes, músicas, vivências: tudo vira ponte entre o conhecimento e quem ele sempre deveria ter alcançado. Em cada análise, palestra, roda de conversa, a missão é a mesma: tornar o saber acessível para quem o sistema fez questão de manter distante.Os tribunais, becos e noticiários nos forjam a impotência, nos fazem pensar que os fortes são fortes, os fracos sempre serão fracos e que a situação nunca mudará. Ainda existe o medo disso ser verdade mas, hoje, ele não me paralisa mais. É preciso crer. Como diria Conceição Evaristo: é preciso desesperadamente crer.